A educação sempre ocupou um lugar importante na minha vida.
Ao mesmo tempo, também foi uma das áreas em que mais enfrentei desafios.
Durante muitos anos, sem saber que estava no espectro autista, tentei compreender um ambiente que parecia funcionar de uma forma diferente da minha maneira de pensar. A escola e a universidade exigiam não apenas leitura e estudo, mas também interpretação de textos, compreensão de contextos, comunicação interpessoal e, muitas vezes, a capacidade de entender aquilo que não estava escrito de forma explícita.
Para mim, essa nem sempre foi uma tarefa simples.
Enquanto algumas disciplinas apresentavam conteúdos mais objetivos e diretos, outras exigiam a compreensão das entrelinhas. Eu me recordo especialmente das dificuldades que encontrava em determinadas leituras da Sociologia. Muitas vezes precisava ler o mesmo texto várias vezes. Ainda assim, parecia que existia um significado escondido que todos conseguiam perceber, menos eu.
Por outro lado, disciplinas como Antropologia, Ciência Política e Metodologia costumavam ser mais acessíveis para mim, porque seus textos eram mais diretos e estruturados.
Hoje compreendo que muitas dessas dificuldades estavam relacionadas à minha forma particular de processar informações.
Ao longo da vida acadêmica encontrei inúmeras barreiras.
Iniciei diversos cursos que não consegui concluir. Entre eles estavam Teologia, Matemática, Licenciatura em Ciências Sociais, Serviço Social, Ciências Contábeis, Gestão Pública, Arquivologia e diversos cursos técnicos.
Durante muito tempo enxerguei essas interrupções como fracassos.
Hoje as vejo de forma diferente.
Cada curso representou uma tentativa sincera de aprender, crescer e encontrar meu caminho. Mesmo quando não cheguei ao final, levei comigo novos conhecimentos, experiências e aprendizados.
Felizmente, minha trajetória também foi marcada por importantes conquistas.
Em 2003 concluí o Bacharelado em Ciências Sociais pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), com o trabalho de conclusão intitulado Órgão Frágil: Cidadania Vulnerável.
Em 2011 concluí a Especialização em Gestão Hospitalar e Serviços de Saúde pela UEL, desenvolvendo uma pesquisa sobre a presença da família acompanhante na hospitalização de pacientes.
Além da formação acadêmica formal, participei de dezenas de cursos de aperfeiçoamento, capacitações e treinamentos em áreas como administração pública, saúde, informática, gestão, atendimento ao público, liderança e desenvolvimento profissional.
Minha busca pelo conhecimento nunca parou.
Mesmo após enfrentar dificuldades, interrupções e momentos de dúvida, continuei estudando.
Ao mesmo tempo, também foi uma das áreas em que mais enfrentei desafios.
Durante muitos anos, sem saber que estava no espectro autista, tentei compreender um ambiente que parecia funcionar de uma forma diferente da minha maneira de pensar. A escola e a universidade exigiam não apenas leitura e estudo, mas também interpretação de textos, compreensão de contextos, comunicação interpessoal e, muitas vezes, a capacidade de entender aquilo que não estava escrito de forma explícita.
Para mim, essa nem sempre foi uma tarefa simples.
Enquanto algumas disciplinas apresentavam conteúdos mais objetivos e diretos, outras exigiam a compreensão das entrelinhas. Eu me recordo especialmente das dificuldades que encontrava em determinadas leituras da Sociologia. Muitas vezes precisava ler o mesmo texto várias vezes. Ainda assim, parecia que existia um significado escondido que todos conseguiam perceber, menos eu.
Por outro lado, disciplinas como Antropologia, Ciência Política e Metodologia costumavam ser mais acessíveis para mim, porque seus textos eram mais diretos e estruturados.
Hoje compreendo que muitas dessas dificuldades estavam relacionadas à minha forma particular de processar informações.
Ao longo da vida acadêmica encontrei inúmeras barreiras.
Iniciei diversos cursos que não consegui concluir. Entre eles estavam Teologia, Matemática, Licenciatura em Ciências Sociais, Serviço Social, Ciências Contábeis, Gestão Pública, Arquivologia e diversos cursos técnicos.
Durante muito tempo enxerguei essas interrupções como fracassos.
Hoje as vejo de forma diferente.
Cada curso representou uma tentativa sincera de aprender, crescer e encontrar meu caminho. Mesmo quando não cheguei ao final, levei comigo novos conhecimentos, experiências e aprendizados.
Felizmente, minha trajetória também foi marcada por importantes conquistas.
Em 2003 concluí o Bacharelado em Ciências Sociais pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), com o trabalho de conclusão intitulado Órgão Frágil: Cidadania Vulnerável.
Em 2011 concluí a Especialização em Gestão Hospitalar e Serviços de Saúde pela UEL, desenvolvendo uma pesquisa sobre a presença da família acompanhante na hospitalização de pacientes.
Além da formação acadêmica formal, participei de dezenas de cursos de aperfeiçoamento, capacitações e treinamentos em áreas como administração pública, saúde, informática, gestão, atendimento ao público, liderança e desenvolvimento profissional.
Minha busca pelo conhecimento nunca parou.
Mesmo após enfrentar dificuldades, interrupções e momentos de dúvida, continuei estudando.
Atualmente mantenho meus estudos na área de Gestão Pública e Administração Pública, além de buscar constantemente novos aprendizados por meio de cursos, leituras e pesquisas.
O diagnóstico de autismo recebido na vida adulta ajudou-me a compreender muitas experiências que vivi na escola e na universidade.
Percebi que minhas dificuldades não estavam relacionadas à falta de interesse ou de capacidade. Muitas vezes eu apenas precisava de mais tempo, de explicações mais diretas ou de um ambiente mais adequado à minha forma de aprender.
Se existe algo que a educação me ensinou, é que aprender nem sempre significa seguir um caminho reto.
Às vezes é preciso parar, mudar de direção, recomeçar e tentar novamente.
E isso também faz parte do processo.
Hoje olho para minha trajetória acadêmica com gratidão.
Não pelas dificuldades que enfrentei, mas pela perseverança que elas me ajudaram a desenvolver.
Porque o importante não é quantas vezes encontramos obstáculos.
O importante é continuar caminhando apesar deles.
O diagnóstico de autismo recebido na vida adulta ajudou-me a compreender muitas experiências que vivi na escola e na universidade.
Percebi que minhas dificuldades não estavam relacionadas à falta de interesse ou de capacidade. Muitas vezes eu apenas precisava de mais tempo, de explicações mais diretas ou de um ambiente mais adequado à minha forma de aprender.
Se existe algo que a educação me ensinou, é que aprender nem sempre significa seguir um caminho reto.
Às vezes é preciso parar, mudar de direção, recomeçar e tentar novamente.
E isso também faz parte do processo.
Hoje olho para minha trajetória acadêmica com gratidão.
Não pelas dificuldades que enfrentei, mas pela perseverança que elas me ajudaram a desenvolver.
Porque o importante não é quantas vezes encontramos obstáculos.
O importante é continuar caminhando apesar deles.

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