Musicalização

Fui apresentado à música instrumental ainda quando criança; uma estratégia de meus pais, para me inserir no meio social evangélico.

Com três anos de idade, meu histórico de isolamento social, já era percebidos por meus familiares e conhecidos, e apelidos de tímido, surdo, ou mudo, começaram a aparecer.

O primeiro instrumento que estudei foi o violão, depois, tentei outros instrumentos, até chegar ao saxofone.

Mas apesar da música ter me ajudado na comunicação social, o isolamento que foi percebido na infância, não desapareceu, também não ajudou na dificuldade de olhar nos olhos das pessoas, ou abraçar.

A Musicoterapia tem sido uma grande ferramenta para o neurodesenvolvimento do autista, sendo assim, a música tem sido uma das minhas principais ferramentas para enfrentar meus desafios sociais, em uma sociedade contemporânea e neurotípica.

A música foi muito importante para meu desenvolvimento cognitivo e interação social.
Segundo o Professor Gustavo Schulz Gattino, em relação à música, as pessoas com autismo tendem a apresentar uma capacidade intacta para percepção de melodias simples e um desempenho superior a indivíduos com desenvolvimento típico para processar elementos locais melódicos. Texto original em: Inspirados pelo Autismo
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