Estamos numa "sociedade líquida e de consumo", ou seja, onde as relações sociais não são duradoras e indivíduos se despersonalizam, perdem sua identidade. Para entender melhor, vamos diferenciar o significado de cidadão de consumidor, o cidadão é o indivíduo que tem identidade, e o consumidor é o que usa ou tem.
Mas quando o indivíduo é coisificado, e as relações sociais não se fixam, como ajudar o outro ou a si mesmo, no caso de uma doença?
Pois, quando há doença, deve-se descobrir o agente provocador do problema, e se você não entende este processo, como ajudar o outro a se curar? Por exemplo, se um profissional de saúde, não tiver esta diferenciação que uma pessoa não é apenas um consumidor, mais sim um cidadão, este profissional estará apenas alimentando esta doença reproduzida no grupo em que este indivíduo está inserido, ou seja, doença social.
Mas porque isso acontece? Muitas doenças seriam curadas apenas se as pessoas conseguissem enxergar o outro com um olhar mais acolhedor, mais como as relações sociais, segundo Bauman, não são sólidas, mais líquida, esta falta de solidez nos relacionamentos, os indivíduos acabam perdendo sua humanização, sendo um agente de doença interna e externa, adoecendo todo o grupo.
O que fazer? Deve-se refletir, e buscar trazer a solidez nos relacionamentos, ou seja, humanizar as relações sociais.
Referência:
- BARBOSA, Lívia. Sociedade de consumo. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2004. 68 p.
- BAUMAN, Zygmunt. Globalização: as conseqüências humanas. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1999.
- BAUMAN, Zygmunt. Modernidade Líquida. Tradução: Plínio Dentzien. Rio de Janeiro: Zahar, 2003.
- SIQUEIRA, Vinicius. Bauman e a Sociedade Líquida

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