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Autismo e sentido literal

Quando me machucava ainda criança, me diziam, dorme que logo passa, no outro dia eu nem lembrava mais do ocorrido. 

Certo dia, tinha na época uns 9 anos, pulei o portão de casa e fui andar pelo bairro, uma rotina que eu tinha, gostava de fazer reconhecimento do bairro, aventurar. 

Vi uns garotos brincando com uma bicicleta, não conhecia eles, gostei da bicicleta e da brincadeira, pedi para fazer o que eles faziam, achei legal: era uma bicicleta sem garupa, e um garoto pilotava, e outro ficava em pé atras na garupa equilibrando no parafuso da roda de trás. 

Tentei a brincadeira, mais o piloto tentou uma manobra arriscada, pulou um morrinho de terra, no ocorrido eu estava de short; na manobra, uma de minhas pernas foi direto no parafuso do banco da bicicleta e fez um rasgo de uns 6 centímetros. 

Logo pensei, tenho que dormir para sarar. Fui correndo para casa, pulei o portão de novo e entrei debaixo da coberta. 

Depois de uns 30 minutos, meus pais ficaram desconfiados de eu estar deitado de coberta, em um dia quente.

Quando tiraram a coberta viram o sangue e rasgo na perna. 

Meu pai então, me levou correndo para o hospital, chegando lá, lembro que o médico pegou um bucha e lavou o buraco ainda sem anestesia (não chorei), para depois costurar, fiquei sem entender,

Mas não era só dormir?




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